Olá, pessoal! Hoje vou fazer a resenha do livro "A Bandeja, Qual Pecado Te Seduz?". Escrito por Lycia Barros, é o primeiro livro da Coleção Despertares.
Sinopse
Angelina é uma jovem de dezoito anos que cresceu com uma vida totalmente regrada e monitorada pelos pais. Sua trajetória começa quando ela passa no vestibular e, em seguida, começa a vida em uma nova cidade, mudando-se para a república da faculdade. Pela primeira vez sem a constante observação dos pais, Angelina se vê livre para tomar as próprias decisões, e ela se sai muito bem até conhecer Alderico, mais conhecido como Rico, o charmoso e cobiçado professor da faculdade, com quem ela iniciará um envolvimento amoroso. Durante esse período, Angelina terá sonhos que tentarão revelar-lhe as tentações que estarão por vir. Entretanto, ela nada compreenderá até o momento oportuno. Por causa dessa súbita e avassaladora paixão, Angelina deixará de lado todos os demais interesses, pois considera o namorado a melhor escolha da sua vida. Mas será que ela está disposta a sofrer as consequências dessa entrega total?
Queria começar dizendo que esse livro foi uma aventura para mim. Primeiro porque eu não leio livros de drama desde a série "Crepúsculo" (creio eu). Segundo porque há muito tempo eu também não leio um livro nacional. Conheci o trabalho de Lycia Barros através do 'Papo Literário', seu canal do YouTube onde ela posta dicas de vídeos para autores iniciantes. A partir daí, passei a acompanhar suas novidades pelo Facebook. Eis que, em um belo dia, ela divulga uma parceria com blogueiros para leitura e resenha do livro "A Bandeja, Qual Pecado Te Seduz?". O resultado disso tudo é esta resenha, na qual levei em consideração minha pouca bagagem no gênero.
O livro começa nos apresentando a personagem que será nossa companheira nas próximas duzentas páginas: Angelina. Eu achei a personagem extremamente próxima da realidade dos jovens brasileiros de hoje. Esse é um ponto positivo da literatura nacional: a história, na maioria das vezes, é ambientada em uma realidade próxima a nossa, e isso facilita que entremos no mundo do livro. E assim eu fiz. Desprentesiosamente, mergulhei no mundo de Angelina. E acabei me envolvendo completamente nos conflitos que se passavam em seu interior. Chega a ser espantoso o quanto a história é realista, e como Lycia Barros capta perfeitamente os pensamentos do ser humano, dos mais banais aos mais conflituosos, e os coloca em Angelina.
Quando começa o conflito principal do livro, ou seja, quando Angelina começa a se envolver com (Alde)Rico, eu já me encontrava completamente imerso no universo da história. (Eu li "A Bandeja" em e-book, então eu lia em todos os lugares imagináveis, já que carregava o livro no meu celular.) Mas o melhor é quando Angelina começa a ter os sonhos. Eu consegui ver, ouvir, sentir e cheirar cada detalhe daquele parque, e da metamorfose das 'feras'.
No decorrer dos conflitos, somos apresentados a personagens muito humanos, que nos ajudam a ficar bem envolvidos na trama. Os personagens têm suas vidas transformadas pelos conflitos, e nós os acompanhamos amadurecer, e tentar esquivar-se dessas barreiras que vão surgindo pelo caminho. Em um certo ponto da história, mais personagens entram como peças fundamentais na trama, o que foi uma ótimo sacada, e rendeu bons momentos de tensão. Só posso dizer que a história toma rumos completamente inesperados, e nos leva a um final que me deixou satisfeitíssimo, mostrando que todos são passíveis de redenção.
Só um alerta: Se você é do tipo cético, este não é um livro para você. Acho que, para o leitor ter essa experiência magnífica ao ler "A Bandeja", deve se entregar a história, COM A MENTE ABERTA. Acho que, apesar de ser um livro de enfoque cristão, pode ser lido perfeitamente por pessoas de todos os credos, desde que elas saibam adaptar à sua realidade sua mensagem. E não é só ter a mente aberta em relação a religião, como a experimentar um estilo diferente de leitura. Você não pode ler um livro de drama esperando reviravoltas mirabolantes, serial killers, ou seres fantasiosos (embora tenha me surpreendido com certos elementos deste livro). Falando de mim em particular, a leitura deste livro foi muito revigorante. Quando terminei de ler, estava revigorado e estabeleci o propósito de me aproximar mais e mais da minha religião, assim como de tudo que é benéfico para mim.
Em suma, "A Bandeja" é uma viagem. Nos mostra que todos erramos, mas que podemos mudar e dar a volta por cima, podemos sempre voltar ao que é certo. É um livro incrível, uma nova força para a literatura nacional, e que superou todas as expectativas de minha leitura despretensiosa. Com uma história que não está nem perto do clichê, tem tudo para te conquistar, se você lhe der uma chance. Eu recomendo!
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